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19 de agosto – Dia da Fotografia

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Em 1839, a magia da fotografia foi apresentada ao mundo. A população incrédula ouviu os detalhes daquele misterioso invento, o daguerreótipo. Como era possível capturar o instante, roubar um pedaço do momento e imprimí-lo em uma superfície?

A fotografia então percorreu um longo caminho. Foi amaldiçoada, maldita e banida. Muitos se dedicaram ao seu estudo e aprimoramento. Finalmente, ela foi aceita e estabelecida como arte para depois ser massificada e acessível a qualquer um.

Daquele 19 de agosto até hoje, a magia da fotografia só cresceu. No Omicron, temos orgulho de ter essa magia presente em todos os dias da nossa vida e de proporcionar a outras pessoas uma porta de entrada a esse fantástico universo.

Parabéns aos nossos alunos pelo sucesso!

Faz muitos anos desde que fui a minha primeira exposição de fotografias. Tantos que não posso recordar. A sensação foi a mesma de quando entrei a primeira vez no Teatro Guaíra, quando vi a Bibi Ferreira em Piaf, quando li “O estrangeiro” do Camus, quando ouvi “Palhaço”, do disco Circense do Egberto Gismonti, quando, em suma, sofri pela obra do destino aquilo que se chama de fratura estética.
Em todos esses momentos algo se quebrou dentro de mim. Deixei de ser para ser além do que era. Apreendi o outro por meio dos seus discursos artísticos, visuais ou não. E, ao apreender, aprendi. Para Camus e sua angustiante história fui levado pela mão de Cristovão Tezza, meu professor de literatura. Para o Guaíra e consequentemente a Bibi pela mão de minha mãe. Egberto Gismonti pelo bom gosto musical de meu irmão. Culpo a todos estes seres por terem me transformado. Culpo-lhes por ser assim, cada dia um diferente, triturado pelas inúmeras fraturas estéticas da vida. São eles meus professores responsáveis por ser eu também um professor.
Parabéns aos meus alunos por me mostrarem que continuo no caminho certo, o de ensinar a amar o que amo tanto: Aprender.

saudações fotográficas,

Osvaldo Santos Lima

Imagine que 7 anos mais tarde eu ganharia minha primeira câmera!

Eu. Imagine que 7 anos mais tarde eu ganharia minha primeira câmera!

Série “Cromo se fazia” mostra imagens e textos do fotógrafo Osvaldo Santos Lima, Diretor do Omicron Centro de Fotografia.

Resolvi mostrar algumas imagens de meu arquivo pessoal. Elas integrarão a série “Cromo se fazia” que mostra uma época onde o investimento emocional em cada clique era alto. Uma época nem melhor, nem pior, mas distante da pressa vigente da fotografia atual. Espero que todos curtam as imagens e os textos. http://www.flickr.com/photos/osvaldosantoslima/

saudações fotográficas,

Osvaldo Santos Lima

Ao fim de uma estrada uma foto.

Ao fim de uma estrada uma foto.

Apenas eu…

homemEntre os olhares cruzados pergunto quem fotografa quem?
Serei eu o verdadeiro intruso com minha câmera ou ele com sua memória me reinventando a cada instante?
A cada foto que faço fico portanto menos real, mais memória, menos carnal, mais de outrora. A cada dia que me afasto fico, portanto, menos meu, mais teu.
Sabe, a cada retrato que faço pertenço menos a este mundo que nunca me pertenceu.

Osvaldo Santos Lima

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